O IV Congresso Brasileiro de Publicidade anuncia mais dois convidados internacionais, que se juntam a Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU e prêmio Nobel da Paz em 2001; e Judith Miller, há 30 anos no New York Times e vencedora do prêmio Pulitzer.
O publicitário Eduardo Fischer trará o americano Jack Myers para palestrar em sua comissão, a de Comunicação Integrada. Myers é redator e editor de mais de 50 publicações e websites empresariais e de consumo direcionados a profissionais de mídia, propaganda e entretenimento. Todos os dias, mais de 30 mil executivos seniores lêem o JackMyers Media Business Report (Relatório de Negócios de Mídia JackMyers) e visitam a rede JackMyers de websites voltados à mídia.
João Zicard, presidente do Conselho da Associação de Marketing Promocional (Ampro), trará o chinês Eugene Lee, managing director da Surf Gold, para ser o palestrante de sua comissão, de Marketing Promocional. A Surf Gold é uma empresa multinacional de consultoria de marketing, gerenciamento de campanhas de incentivo, soluções tecnológicas para fidelização e distribuição de premiações.
Dez das 15 comissões que integram o IV Congresso Brasileiro de Publicidade já divulgaram os nomes de seus participantes no evento, que acontece entre 14 e 16 de julho, em São Paulo, no World Trade Center.
Veja abaixo os dez painéis e seus respectivos participantes.
A Criatividade Brasileira
Presidente: Nizan Guanaes (presidente da Africa)
Palestrante: PJ Pereira (presidente da Pereira & Odell)
Relator: Flavia Faugeres (vice-presidente da N/Idéias)
Debatedores: João Daniel (presidente da Mixer), Pedro Cruz (diretor de planejamento da Africa), Rony Rodrigues (sócio-presidente da Box) e Maurício Magalhães (presidente da Tudo Eventos)
A Valorização, a Prosperidade e a Rentabilidade da Indústria da Comunicação
Presidente: Luiz Lara (presidente da Lew Lara\TBWA)
Palestrante: Antônio Jacinto Matias (vice-presidente do Itaú)
Relator: Abaetê Azevedo (presidente da Rapp Colins)
Debatedores: Roberto Lima (presidente da Vivo), Petrôneo Corrêa (presidente do Cenp) e Raul Dória (sócio da Cine)
Responsabilidade Sócio-ambiental da Propaganda
Presidente: Hiran Castello Branco (sócio-diretor da Giacometti e presidente do Conselho Nacional de Propaganda)
Palestrante: Prof. Francisco Gracioso (membro do conselho da Diretoria Executiva da ESPM)Relator: Francisco Socorro (consultor de comunicação e marketing)
Debatedores: Christina Carvalho Pinto (presidente e sócia proprietária do Grupo Full Jazz de Comunicação), Percival Caropreso (publicitário e diretor da Setor 2½.), Prof. Doutor Clóvis de Barros (professor e conferencista), Prof. Ismael Rocha (professor da ESPM), Rosa Alegria (co-diretora do núcleo brasileiro do Projeto Millennium) e Emmanuel Publio Dias (diretor de marketing e novos negócios da ESPM)
A Educação, a Profissão e o Mercado
Presidente: Prof. Francisco Gracioso (membro do conselho da Diretoria Executiva da ESPM)
Palestrante: Julio Ribeiro (presidente da Talent)
Relator: José Roberto Whitaker Penteado (membro do Conselho da ESPM)
Debatedores: Jean Charles (professor e coordenador do Núcleo Publicidade e Propaganda da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom), Luiz Fernando Dabul Garcia (diretor nacional do curso de Comunicação Social da ESPM), Mário Chamie (escritor, doutor em Ciência da Comunicação Literária, professor da ESPM, ex-secretário de cultura de São Paulo e criador do Centro Cultural São Paulo) e Vilma de Morais Strieder (diretora do Holos Instituto de Desenvolvimento Humano e coach da Liderança Nacional da Aiesec).
Marketing Promocional
Presidente: João Carlos Zicard (presidente do Conselho da Associação de Marketing Promocional – Ampro)
Palestrante: Eugene Lee (managing director da Surf Gold)
Relator: Elza Tsumori (presidente executiva nacional da Ampro)
Debatedores: Bia Galloni (vp de marketing da Mastercard), Gilberto Struck (presidente da Dia Design), Marcelo Heidrich (presidente da Ponto Brand), Fernando Figueiredo (presidente da Bullet), Geraldo Rocha Azevedo (co-presidente da Neogama/BBH) e José Victor Oliva (presidente do Banco de Eventos).
Licitações Públicas e Concorrências Privadas
Presidente: Bob Vieira da Costa (sócio da agência NovaS/B)
Palestrante: a definir
Relator: Alberto Cavalcanti
Debatedores: Otoni Fernandes (jornalista e sub-secretário da Secretaria de Comunicação da Presidência da República), Geraldo Alonso (presidente da 1ª Câmara do Conselho de Ética do Conar), Luis Salles (membro do conselho do Grupo Pão de Açúcar e da ESPM) e Izael Sinem (diretor de marketing da Nestlé)
Prestadores de Serviços Especializados e sua Relação com Agências e Clientes
Presidente: Zezinho Mutarelli (sócio da Sax So Funny e diretor da Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários – Apro)
Palestrante: a definir
Relator: Dr. João Paulo Morello (sócio da Coelho, Morello e Bradfield Advogados Associados e assessor jurídico da Apro)
Debatedores: Thomas Roth (sócio da Lua Nova), Leyla Fernandes (diretora da Produtora Associados e presidente do conselho da Apro), Dr. Paulo Gomes e Antônio Baltar Jr. (gerente nacional de marketing da Ford Motor Company Brasil)
Carga Tributária e Rentabilidade das Agências, Fornecedores e Veículos
Presidente: Cyd Alvarez (presidente da agência NBS e da Associação Brasileira de Propaganda – Abap)
Palestrante: Dr. Paulo Aragão (tributarista)
Relator: Dr. João Luiz Faria Netto (advogado do Cenp, Abap e ABP)
Debatedores: Roberto Tourinho (vice-presidente do Grupo PPR) e Antonio Lino (vice-presidente do Grupo Talent)
Marketing de Relacionamento
Presidente: Sr. Efraim Kapulski (presidente da Associação Brasileira de Marketing Direto)
Palestrante: Aurélio Lopes (Presidente da Giovanni Draft FCB)
Relator: Fernando Guimarães
Debatedores: Eduardo Souza Aranha (presidente da Souza Aranha), Márcio Salem (presidente e diretor de criação da Salem), Marcelo Tripoli (diretor sócio e ceo da I Think), Fernando Costa (diretor de assinaturas da Editora Abril) e Antonio Rosa (diretor e presidente da Dainet)
Mídia e Conteúdo
Presidente: Johnny Saad (presidente do Grupo Bandeirantes)
Palestrante: Moses Znaimer (City TV)
Relator: José Roberto Maluf (Editora Spring)
Debatedores: José Eustachio (Talent) e Orlando Lopes (Unilever)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Gisele Bündchen e Sylvester Stallone em campanha do novo Gol

A beleza da top model mais bem paga do mundo e o carisma de um dos ícones da força bruta de Hollywood estarão juntos a partir do próximo domingo, 27 de junho, na nova campanha de lançamento do novo Gol (chamado de geração cinco), da Volkswagen. Gisele Bündchen e Sylvester Stallone, ou, a Bela e a Fera, representam seus próprios papéis nas peças criadas pela AlmapBBDO.
O objetivo é mostrar que o carro, conhecido por sua liderança no mercado, ganhou um novo visual, mais moderno e bonito, porém, mantendo a sua essência: força e resistência. O conceito “Lindo como nunca. Gol como sempre” estréia no programa Fantástico, da Globo, por meio do primeiro filme da campanha, “Lançamento”, de 60 segundos, que será acompanhado por mais dois comerciais: “Curiosos” e “Ninjas”. O primeiro entra no ar a partir de segunda-feira, 30, e o terceiro estreará daqui a 15 dias. Os dois da seqüência são de 30 segundos.
Os três filmes foram filmados em Los Angeles. “Lançamento” mostra uma superprodução cinematográfica (sob a batuta de Andrucha Waddington, da Conspiração Filmes, bem como os outros dois da campanha) e a fuga de um Gol, pilotado por Stallone, que vai ao encontro de Gisele, que, enquanto espera o ator, apresenta o novo carro ao público.
“Curiosos” foi filmado na famoso Rodeo Drive, onde cenas de ação foram substituídas por uma situação aparentemente rotineira: Gisele estaciona o carro e, curiosos com o novo modelo, os pedestres se aproximam para admirá-lo. Stallone, que está no banco do passageiro, abre o vidro e surpreende as pessoas com um simples “bu”.
O terceiro filme, “Ninjas”, foi feito em um beco de LA, à noite, onde Stallone defende a top model de ninjas que querem roubar o carro. Aliás, Stallone dispensou dublês para as cenas de ação desse filme.
A campanha ainda conta com mais seis anúncios de páginas duplas, triplas e seqüenciais, além de outdoors, spots e dois hotsites (em fase de criação).
Ficha técnica
Anunciante: Volkswagen
Produto: Gol
Agência: AlmapBBDO
Direção de criação: Marcello Serpa, Luiz Sanches e Sérgio Mugnaini (internet)
Redação: Roberto Pereira, Wilson Mateos
Redação internet: Luciana Haguiara
Direção de arte: Luiz Sanches e Marcos Medeiros
Direção de arte internet: Guiga Giacomo e Rezek
Atendimento: Fernão Cosi, Antônio Carlos Salgueiro, Filipe Bartholomeu, Camila Figueiredo e Reinaldo Parreiras
Planejamento: José Luiz Madeira, Cíntia Gonçalves, Mariane Maciel e Renata Bonilha
Mídia: Zuleide Rampazzo, Daniele Valle, Wagner Dobner, Ricardo Medeiros e Isabelle Fernandes
Produtora do filme: Conspiração
Direção de cena: Andrucha Waddington
Fotografia: Affonso Beato
RTVC: Egisto Betti
Produtora de som: Tentáculo
Montador: Vicente Kubrusly
Fotógrafo dos anúncios: Bob Wolfenson e Andreas Heiniger
Produção gráfica: José Roberto Bezerra
Programação: Savoir
Produtora 3D: Edgy
Direção de tecnologia: Fabrizio Barata
Gerente de projetos:Evelina Rios e Ana Maria Machado
Aprovação pelo cliente: Flávio Padovan, Marcelo Olival e Herlander Zola
terça-feira, 24 de junho de 2008
Desempenho acima do esperado
O Brasil volta de Cannes com o maior número de Leões dos últimos três anos: 41. A AlmapBBDO ficou em segundo lugar na disputa de Agência do Ano, vencido pela DDB NY. Nesta edição a agência contabiliza um Ouro, três Pratas e quatro Bronzes em Press; duas pratas em Outdoor; e um Bronze em Cyber - além de uma Prata em Film. Ao todo, a publicidade nacional faturou 14 Leões em Press, sete em Cyber, cinco em Outdoor, quatro em Radio, quatro em Film, três em Promo, três em Design e um em Media. Em Direct, não houve Leões.
Em Film houve uma sensível melhora em relação ao ano passado. O País obteve quatro Leões. A F/Nazca ficou com dois troféus: Bronze com "Guerra", para a Unimed - que havia levado o GP no Wave Festival in Rio - e Prata com "Barba", para a PlayTV. Os outros Leões de prata ficaram com a Leo Burnett, com a campanha de cinco filmes ("Lençol", "Camisa", "Cabelo", "Bandeira" e "Broche") para o site de leilão Lance Final, e com a AlmapBBDO, com o filme "Teste", feito para a ONG Casa do Zezinho.
Nos dois últimos anos, o Brasil havia conquistado apenas dois Leões em Film. Em 2007, a publicidade nacional havia trazido para casa um total de 30 Leões. Não é novidade que, embora o País viva hoje seu melhor momento econômico e social, a criação publicitária está morna.
Ou seja, o desempenho de 2008 foi acima do esperado, embora, de todos os prêmios deste ano, houve apenas um Ouro. No ano passado foram seis. Vale ressaltar que esse número de estatuetas foi atingido mesmo com o País zerando em Direct e tendo visto uma queda substancial em Cyber - de nove Leões em 2007 para cinco nesta edição.
O lugar das Big IdeasTitanium definitivamente transformou-se no principal prêmio do Festival, atraindo uma quantidade cada vez maior de pessoas em todas as salas de exibição. Infelizmente, o Brasil ainda nem chegou perto de emplacar um case finalista nesta que é a categoria que aponta o futuro da comunicação.
No ano em que as Big Ideas foram a tônica, há uma quase miopia na observação do evento, apenas sob o ponto de vista da quantidade de Leões. Cannes é muito mais do que isso. A riqueza de exemplos e referências trazidas por cases como "Voyeur", da BBDO Nova York para a HBO, e "Lead India", da JWT Mumbai para The Times of India, demonstra que os diversos meios utilizados nessas campanhas são secundários. O que vale mesmo é o conceito por trás da estratégia, que de fato mobiliza as pessoas em torno de algo relevante.
A diversidade de assuntos e debates trazida pelos seminários também enfatizou o caráter cada vez mais multifacetado do Festival. Há uma linha invisível que une todas as discussões, que chegam mais ou menos às mesmas conclusões: os consumidores são quem de fato estão conduzindo as mudanças no cenário global de comunicação e mídia, fazendo com que as marcas tenham de os envolver primeiramente como pessoas que têm hábitos, atitudes e comportamentos.
No mundo digital - quase como no conceito "High tech high touch", em que, quanto mais tecnológica é a relação das pessoas, mais necessidade de contato e vínculos pessoais elas têm - cresce a importância do storytelling como forma de as marcas resgatarem a conexão emocional com seu público. É quase a antítese da teoria que consagrou McLuhan. Nestes novos tempos, de consumidores no comando, a mensagem se sobrepõe ao meio e torna-se fundamental para transmitir a essência das marcas e provocar atitudes.
Ascensão asiática
Os dois Grand Prix para o Japão, em Radio e Cyber, o GP de Direct para a Índia, vários Ouros para Tailândia, Cingapura e Malásia, e o primeiro para a China refletem claramente o deslocamento do jogo de forças do mundo globalizado, antes concentrado no eixo Estados Unidos?Inglaterra e agora disseminado rapidamente para os países da Ásia e do Oriente Médio.
Ficou clara a pulverização das premiações em um número cada vez maior de países. O fato de a Inglaterra não ter conseguido nenhum Leão em Press deixou essa tendência ainda mais evidente.
A menos de dois meses das Olimpíadas de Pequim, a China também em Cannes atraiu muita atenção, tanto que a temática do primeiro Leão de Ouro da história do País - conquistado em Outdoor pela TBWA China para a Adidas - foi exatamente a competição.
Em entrevista à editora Lena Castellón no M&M TV Cannes, Lo Sheung Yan, diretor executivo de criação da JWT para North East Asia, afirmou que seu país está preparado para mostrar ao mundo seu potencial também na publicidade. "Nós somos tão bons como qualquer um no mundo. As Olimpíadas são uma oportunidade para mostrar a qualidade da publicidade chinesa."
Fonte: Meio e Mensagem
Em Film houve uma sensível melhora em relação ao ano passado. O País obteve quatro Leões. A F/Nazca ficou com dois troféus: Bronze com "Guerra", para a Unimed - que havia levado o GP no Wave Festival in Rio - e Prata com "Barba", para a PlayTV. Os outros Leões de prata ficaram com a Leo Burnett, com a campanha de cinco filmes ("Lençol", "Camisa", "Cabelo", "Bandeira" e "Broche") para o site de leilão Lance Final, e com a AlmapBBDO, com o filme "Teste", feito para a ONG Casa do Zezinho.
Nos dois últimos anos, o Brasil havia conquistado apenas dois Leões em Film. Em 2007, a publicidade nacional havia trazido para casa um total de 30 Leões. Não é novidade que, embora o País viva hoje seu melhor momento econômico e social, a criação publicitária está morna.
Ou seja, o desempenho de 2008 foi acima do esperado, embora, de todos os prêmios deste ano, houve apenas um Ouro. No ano passado foram seis. Vale ressaltar que esse número de estatuetas foi atingido mesmo com o País zerando em Direct e tendo visto uma queda substancial em Cyber - de nove Leões em 2007 para cinco nesta edição.
O lugar das Big IdeasTitanium definitivamente transformou-se no principal prêmio do Festival, atraindo uma quantidade cada vez maior de pessoas em todas as salas de exibição. Infelizmente, o Brasil ainda nem chegou perto de emplacar um case finalista nesta que é a categoria que aponta o futuro da comunicação.
No ano em que as Big Ideas foram a tônica, há uma quase miopia na observação do evento, apenas sob o ponto de vista da quantidade de Leões. Cannes é muito mais do que isso. A riqueza de exemplos e referências trazidas por cases como "Voyeur", da BBDO Nova York para a HBO, e "Lead India", da JWT Mumbai para The Times of India, demonstra que os diversos meios utilizados nessas campanhas são secundários. O que vale mesmo é o conceito por trás da estratégia, que de fato mobiliza as pessoas em torno de algo relevante.
A diversidade de assuntos e debates trazida pelos seminários também enfatizou o caráter cada vez mais multifacetado do Festival. Há uma linha invisível que une todas as discussões, que chegam mais ou menos às mesmas conclusões: os consumidores são quem de fato estão conduzindo as mudanças no cenário global de comunicação e mídia, fazendo com que as marcas tenham de os envolver primeiramente como pessoas que têm hábitos, atitudes e comportamentos.
No mundo digital - quase como no conceito "High tech high touch", em que, quanto mais tecnológica é a relação das pessoas, mais necessidade de contato e vínculos pessoais elas têm - cresce a importância do storytelling como forma de as marcas resgatarem a conexão emocional com seu público. É quase a antítese da teoria que consagrou McLuhan. Nestes novos tempos, de consumidores no comando, a mensagem se sobrepõe ao meio e torna-se fundamental para transmitir a essência das marcas e provocar atitudes.
Ascensão asiática
Os dois Grand Prix para o Japão, em Radio e Cyber, o GP de Direct para a Índia, vários Ouros para Tailândia, Cingapura e Malásia, e o primeiro para a China refletem claramente o deslocamento do jogo de forças do mundo globalizado, antes concentrado no eixo Estados Unidos?Inglaterra e agora disseminado rapidamente para os países da Ásia e do Oriente Médio.
Ficou clara a pulverização das premiações em um número cada vez maior de países. O fato de a Inglaterra não ter conseguido nenhum Leão em Press deixou essa tendência ainda mais evidente.
A menos de dois meses das Olimpíadas de Pequim, a China também em Cannes atraiu muita atenção, tanto que a temática do primeiro Leão de Ouro da história do País - conquistado em Outdoor pela TBWA China para a Adidas - foi exatamente a competição.
Em entrevista à editora Lena Castellón no M&M TV Cannes, Lo Sheung Yan, diretor executivo de criação da JWT para North East Asia, afirmou que seu país está preparado para mostrar ao mundo seu potencial também na publicidade. "Nós somos tão bons como qualquer um no mundo. As Olimpíadas são uma oportunidade para mostrar a qualidade da publicidade chinesa."
Fonte: Meio e Mensagem
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Pacotes com elementos surpresa
Falar com os jovens de maneira descolada, direta e inovadora. Este é o objetivo da empresa Don't Panic. Distribuindo conteúdo dentro de pacotes e operando há 10 anos em mercados como Inglaterra, Espanha e Austrália, a empresa britânica começa suas ações no Brasil em julho seguindo o mesmo modelo consagrado em algumas das cidades mais cosmopolitas do mundo. Nomes como Adidas, Nike, Apple e Sony já lançaram mão dos seus serviços, que divulga arte, remete estilo de vida e comportamento cultural consdierados 'inn'.Parece simples: colocar brindes, pôsteres e o que mais vier na cabeça dentro de pacotinhos e sair distribuindo gratuitamente pelas ruas. Mas não é. Partindo de pesquisas de comportamento e focado em cultura, arte, música e atualidades, a receita de um bom produto, no caso, um bom 'pack', é recheá-lo com informação e estilo diferenciados. Um exemplar pode conter flyer do evento, publicação de bolso, adesivo e o indefectível pôster - peça de destaque de todo o conjunto - e assim por diante. No caso dos pôsteres, a Don't Panic destaca a arte criada por designers e artistas do mundo todo e mantém uma competição permanente no site da empresa para as melhores imagens. Um detalhe: são mais de meio milhão de pôsteres impressos por mês, no mundo todo.
No caso do novo mercado, a idéia de trazer uma franquia para o Brasil surgiu de uma vontade pessoal de Michel Serebrinsky, diretor geral da empresa brasileira. "Uma amiga comentou sobre os pôsteres e eu, que já estava cansado de trabalhar com tecnologia, me interessei em trazer para cá", conta. As negociações começaram no ano passado e, há três meses, a empresa funciona a todo vapor.
A proposta é levar a Don't Panic também para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte até o final do ano e para mais três cidades no ano que vem. Segundo Michel, o mercado brasileiro vai gostar da novidade. "Sabe quando criança sai com uma sacolinha de lembrancinhas da festa? O Don't Panic é isso para o público mais antenado. E ainda com elemento surpresa", explica animado.
A divulgação do produto será feita pela internet e em blitz duas vezes por semana com promotores. Também estão programadas as tradicionais distribuições em pontos estratégicos como Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte Moderna (MAM), universidades e espaços culturais, para o público 18 a 35 anos das classes A e B que usa a internet, gosta de games, sai à noite e investe em bem estar.
"O produto funciona como uma revista gratuita, que prima pela qualidade e pelo conteúdo", conta Michel. O primeiro pacotinho Don't Panic do Brasil trará o pôster do artista Eduardo Souza Campos e terá amostras grátis e programação cultural, entre outras surpresas.
Fonte: Meio e Mensagem
Cannes 2008: Brasil ganha mais Leões, mas soma menos pontos e cai uma posição no ranking de países
Apesar de alguns reveses em Cyber, Direct e Media, bem como continuar fora de Titanium & Integrated, o Brasil obteve excepcional performance em Press e Outdoor, foi bem na estreante área de Design e melhorou em Promo, Radio e até Film. O balanço foi positivo em número de Leões, pois trouxemos 41 ao invés de 30, mas reduzimos a quantidade de Ouros (de seis para apenas um) e de peças no conjunto do shortlist, ficando com três pontos a menos que em 2007 e caindo uma posição no ranking: passamos para o quarto lugar, com o Reino Unido voltando à terceira posição.
Os Estados Unidos permaneceram à frente do ranking geral de países, com 805 pontos (94 a mais que no ano passado), alcançados com cinco Grand Prix, 26 Leões de Ouro, 21 de Prata, 36 de Bronze e 360 finalistas. A vice-liderança manteve-se com a Alemanha, que somou 485 pontos (136 a mais que em 2007), obtidos com oito Leões de Ouro, 17 de Prata, 29 de Bronze e 257 finalistas. O terceiro lugar, agora do Reino Unido, foi conquistado com 414 pontos, através de dois Grand Prix, 13 Leões de Ouro, 17 de Prata, 18 de Bronze e 164 finalistas. A quarta posição ficou com o Brasil, que fez 303 pontos, com um Leão de Ouro, 15 de Prata e 25 de Bronze, além de 143 finalistas.
Na seqüência, vieram Espanha, Japão, Austrália, Índia, Nova Zelândia e França. O destaque entre os 10 países mais premiados foi a entrada na Índia nesse pelotão de elite da propaganda mundial, inclusive com a conquista do GP de Direct e de um Integrated Lion. O Japão melhorou bem de posição (do 10º para o sexto lugar) e levou três Grand Prix para casa – incluindo o cobiçadíssimo GP de Titanium. Deixaram a lista dos 10+ a África do Sul, Argentina e Canadá. A França retornou a esse grupo, mas no 10º lugar.
Entre as agências brasileiras, o grande destaque foi a AlmapBBDO, que inclusive foi a segunda na disputa do título de Agency of the Year (conquistado pela BBDO de Nova Iorque). Nossa agência líder obteve o único Leão de Ouro brasileiro de 2007, seis de Prata, cinco de Bronze e 17 Finalistas, atingindo os 69 pontos (bem mais que a maioria dos países que participam da competição).
A segunda posição entre as agências do Brasil foi da Leo Burnett, com um Leão de Prata, dois de Bronze e 14 finalistas, chegando aos 25 pontos. A F/Nazca (vice-líder do ano passado) ficou em terceiro lugar, com dois Leões de Prata, três de Bronze e 10 finalistas, somando 23 pontos. A quarta posição foi da JWT, com um Leão de Prata, um de Bronze e sete finalistas, somando 15 pontos. A DM9DDB, líder de 2007, ficou em quinto lugar, sem nenhum Leão, apenas com suas 15 peças que entraram em vários shortlists. Na seqüência, vieram a Lew Lara\TBWA, Wunderman, Y&R, McCann e NeogamaBBH.
Fonte: Portal da Propaganda
Os Estados Unidos permaneceram à frente do ranking geral de países, com 805 pontos (94 a mais que no ano passado), alcançados com cinco Grand Prix, 26 Leões de Ouro, 21 de Prata, 36 de Bronze e 360 finalistas. A vice-liderança manteve-se com a Alemanha, que somou 485 pontos (136 a mais que em 2007), obtidos com oito Leões de Ouro, 17 de Prata, 29 de Bronze e 257 finalistas. O terceiro lugar, agora do Reino Unido, foi conquistado com 414 pontos, através de dois Grand Prix, 13 Leões de Ouro, 17 de Prata, 18 de Bronze e 164 finalistas. A quarta posição ficou com o Brasil, que fez 303 pontos, com um Leão de Ouro, 15 de Prata e 25 de Bronze, além de 143 finalistas.
Na seqüência, vieram Espanha, Japão, Austrália, Índia, Nova Zelândia e França. O destaque entre os 10 países mais premiados foi a entrada na Índia nesse pelotão de elite da propaganda mundial, inclusive com a conquista do GP de Direct e de um Integrated Lion. O Japão melhorou bem de posição (do 10º para o sexto lugar) e levou três Grand Prix para casa – incluindo o cobiçadíssimo GP de Titanium. Deixaram a lista dos 10+ a África do Sul, Argentina e Canadá. A França retornou a esse grupo, mas no 10º lugar.
Entre as agências brasileiras, o grande destaque foi a AlmapBBDO, que inclusive foi a segunda na disputa do título de Agency of the Year (conquistado pela BBDO de Nova Iorque). Nossa agência líder obteve o único Leão de Ouro brasileiro de 2007, seis de Prata, cinco de Bronze e 17 Finalistas, atingindo os 69 pontos (bem mais que a maioria dos países que participam da competição).
A segunda posição entre as agências do Brasil foi da Leo Burnett, com um Leão de Prata, dois de Bronze e 14 finalistas, chegando aos 25 pontos. A F/Nazca (vice-líder do ano passado) ficou em terceiro lugar, com dois Leões de Prata, três de Bronze e 10 finalistas, somando 23 pontos. A quarta posição foi da JWT, com um Leão de Prata, um de Bronze e sete finalistas, somando 15 pontos. A DM9DDB, líder de 2007, ficou em quinto lugar, sem nenhum Leão, apenas com suas 15 peças que entraram em vários shortlists. Na seqüência, vieram a Lew Lara\TBWA, Wunderman, Y&R, McCann e NeogamaBBH.
Fonte: Portal da Propaganda
EUA são os grandes vencedores em Titanium & Integrated
Sem surpresas, os Estados Unidos sagraram-se os grandes vencedores em Titanium & Integrated, ao ficar com o Integrated Grand Prix, um Titanium e um Integrated Lion, correspondentes à metade dos prêmios concedidos. Os demais países premiados foram o Japão (Titanium GP), Bélgica e Índia.
O Integrated GP ficou com a campanha “Believe”, do McCann Worldgroup San Francisco para o game Halo 3, da Microsoft, cuja série de comerciais também conquistou um dos prêmios máximos de Film.
O Titanium Grand Prix foi para “Unilock”, da Projector, de Tóquio, para a griffe Uniqlo; que já havia conquistado um GP em Cyber.
Dois Titanium Lions foram concedidos este ano: para o projeto “Million”, da Droga5, de New York, para o NYC Department of Education, e para “Garoto negro bebendo água”, da Mortierbrigade, de Bruxelas, para o evento Music for Life.
Os dois Integrated Lions ficaram com a campanha “Sem Whopper”, da Crispin Porter + Bogusky, de Miami, para Burger King; que teve um filme premiado com um Leão de Ouro, e “Lead India”, da JWT de Mumbai para o jornal Times of India; que já havia levado o Grand Prix em Direct.
Quando a lista de Finalistas em Titanium foi divulgada, era de se prever a vitória americana, pois os EUA emplacaram 14 dos 33 casos presentes no shortlist; contra três do Reino Unido; dois da Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha e Holanda; e um da Alemanha, França, Japão, Índia, Nova Zelândia e Porto Rico.
O Brasil novamente deixou Cannes sem o gostinho de um trabalho destacado como finalista ou Leão na área de Titanium e Integrated – apesar de haver inscrito 17 casos neste ano, na competição liderada pelo EUA, com 119 concorrentes; Reino Unido, com 36; e Japão, com 30 competidores.
Dos 33 cases selecionados para o shortlist desta área, as agências dos Estados Unidos foram responsáveis por pouco menos da metade, 14, seguidas de longe pelo Reino Unido, única nação com três cases na seleção; Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha e Holanda, com dois cada; Alemanha, França, Japão, Índia, Nova Zelândia e Porto Rico, na disputa com um concorrente a Leão por país.
Nosso jurado na área mais complexa e difícil de Cannes foi Sergio Valente, presidente da DM9 DDB, que expõe no vídeo acima sua opinião sobre os trabalhos escolhidos como Grand Prix na área, além de explicar o porquê do case "Vouyeur", criado pela BBDO New York para a HBO e favorito até a reta final, não estar entre os premiados. Ele relata ainda como foi a seleção dos trabalhos ganhadores e adverte as agências brasileiras sobre a adjetivação na hora de inscrever seus cases na área.
Fonte: Portal da Propaganda
O Integrated GP ficou com a campanha “Believe”, do McCann Worldgroup San Francisco para o game Halo 3, da Microsoft, cuja série de comerciais também conquistou um dos prêmios máximos de Film.
O Titanium Grand Prix foi para “Unilock”, da Projector, de Tóquio, para a griffe Uniqlo; que já havia conquistado um GP em Cyber.
Dois Titanium Lions foram concedidos este ano: para o projeto “Million”, da Droga5, de New York, para o NYC Department of Education, e para “Garoto negro bebendo água”, da Mortierbrigade, de Bruxelas, para o evento Music for Life.
Os dois Integrated Lions ficaram com a campanha “Sem Whopper”, da Crispin Porter + Bogusky, de Miami, para Burger King; que teve um filme premiado com um Leão de Ouro, e “Lead India”, da JWT de Mumbai para o jornal Times of India; que já havia levado o Grand Prix em Direct.
Quando a lista de Finalistas em Titanium foi divulgada, era de se prever a vitória americana, pois os EUA emplacaram 14 dos 33 casos presentes no shortlist; contra três do Reino Unido; dois da Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha e Holanda; e um da Alemanha, França, Japão, Índia, Nova Zelândia e Porto Rico.
O Brasil novamente deixou Cannes sem o gostinho de um trabalho destacado como finalista ou Leão na área de Titanium e Integrated – apesar de haver inscrito 17 casos neste ano, na competição liderada pelo EUA, com 119 concorrentes; Reino Unido, com 36; e Japão, com 30 competidores.
Dos 33 cases selecionados para o shortlist desta área, as agências dos Estados Unidos foram responsáveis por pouco menos da metade, 14, seguidas de longe pelo Reino Unido, única nação com três cases na seleção; Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha e Holanda, com dois cada; Alemanha, França, Japão, Índia, Nova Zelândia e Porto Rico, na disputa com um concorrente a Leão por país.
Nosso jurado na área mais complexa e difícil de Cannes foi Sergio Valente, presidente da DM9 DDB, que expõe no vídeo acima sua opinião sobre os trabalhos escolhidos como Grand Prix na área, além de explicar o porquê do case "Vouyeur", criado pela BBDO New York para a HBO e favorito até a reta final, não estar entre os premiados. Ele relata ainda como foi a seleção dos trabalhos ganhadores e adverte as agências brasileiras sobre a adjetivação na hora de inscrever seus cases na área.
Fonte: Portal da Propaganda
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Brasil já supera Leões de 2007 e 2006
Antes de divulgados os resultados das duas áreas restantes, Film e Titanium & Integrated, o Brasil já garante mais Leões que em 2007 e 2006, quando conquistamos 30 e 29, respectivamente. Porém, nosso resultado em 2008 certamente ficará longe do obtido em 2004 e 2005 (anos que trouxemos 42 Leões), porque temos poucas chances de conquistas em Film e Titanium. Até o momento, consquistamos 37 Leões: um de Ouro, 12 de Prata e 24 de Bronze.
A área mais frutífera do Brasil é, mais uma vez, a de Press, com um Leão de Ouro, seis de Prata e sete de Bronze (leia aqui). A mais próxima é a de Outdoor, na qual conquistamos dois de Prata e três de Bronze (leia aqui).
Também nos saímos bem na estreante Design Lions, da qual trouxemos dois Leões de Prata e um de Bronze (leia aqui). Aliás, Bronzes não faltaram. Foram mais quatro em Radio (leia aqui), três em Promo (leia aqui) e um em Media (leia aqui).
Se no ano passado havíamos saído sem Leões (até esta altura da competição) em Promo, em 2008 foi a vez da área de Direct não mostrar trabalhos bem feitos pelo Brasil (leia aqui).
Outra desilusão foi a performance em Cyber Lions, com dois Leões de Prata e cinco de Bronze (leia aqui).
Entre as agências brasileiras, a AlmapBBDO é a mais premiada até agora, com um Leão de Ouro, cinco de Prata e cinco de Bronze (leia aqui).
Confira abaixo as agências premiadas:
- Agência3: 1 Prata
- AgênciaClick: 1 Bronze
- AlmapBBDO: 1 Ouro, 5 Pratas e 5 Bronzes
- Bullet: 2 Pratas
- Euro RSCG: 1 Prata
- F/Nazca S&S: 1 Prata e 2 Bronzes
- FabraQuinteiro: 1 Bronze
- Fischer América: 1 Bronze
- Gringo.nu: 1 Prata
- Indústria Nacional & Diálogo Design: 1 Prata
- JWT: 1 Prata e 1 Bronze
- Leo Burnett: 2 Bronzes
- Lew Lara\TBWA: 3 Bronzes
- McCann Erickson: 2 Bronzes
- Santa Clara Nitro: 1 Bronze
- Sinc: 1 Bronze
- Wunderman: 1 Bronze
- Y&R: 1 Prata e 1 Bronze
Fonte: Portal da Propaganda
A área mais frutífera do Brasil é, mais uma vez, a de Press, com um Leão de Ouro, seis de Prata e sete de Bronze (leia aqui). A mais próxima é a de Outdoor, na qual conquistamos dois de Prata e três de Bronze (leia aqui).
Também nos saímos bem na estreante Design Lions, da qual trouxemos dois Leões de Prata e um de Bronze (leia aqui). Aliás, Bronzes não faltaram. Foram mais quatro em Radio (leia aqui), três em Promo (leia aqui) e um em Media (leia aqui).
Se no ano passado havíamos saído sem Leões (até esta altura da competição) em Promo, em 2008 foi a vez da área de Direct não mostrar trabalhos bem feitos pelo Brasil (leia aqui).
Outra desilusão foi a performance em Cyber Lions, com dois Leões de Prata e cinco de Bronze (leia aqui).
Entre as agências brasileiras, a AlmapBBDO é a mais premiada até agora, com um Leão de Ouro, cinco de Prata e cinco de Bronze (leia aqui).
Confira abaixo as agências premiadas:
- Agência3: 1 Prata
- AgênciaClick: 1 Bronze
- AlmapBBDO: 1 Ouro, 5 Pratas e 5 Bronzes
- Bullet: 2 Pratas
- Euro RSCG: 1 Prata
- F/Nazca S&S: 1 Prata e 2 Bronzes
- FabraQuinteiro: 1 Bronze
- Fischer América: 1 Bronze
- Gringo.nu: 1 Prata
- Indústria Nacional & Diálogo Design: 1 Prata
- JWT: 1 Prata e 1 Bronze
- Leo Burnett: 2 Bronzes
- Lew Lara\TBWA: 3 Bronzes
- McCann Erickson: 2 Bronzes
- Santa Clara Nitro: 1 Bronze
- Sinc: 1 Bronze
- Wunderman: 1 Bronze
- Y&R: 1 Prata e 1 Bronze
Fonte: Portal da Propaganda
Não deixem a propaganda morrer




“Never let their toys die”, afirmam os quatro anúncios que compõem a campanha destacada com o Grand Prix de Press do Festival de Cannes 2008. Um trabalho que, com certeza, entrará para os anais da competição como um dos mais memoráveis da história da propaganda mundial. Por quê? Falam por si as imagens das quatro peças, em todos os detalhes que as compõem, sem exigir mais texto do que a frase “the world’s longest lasting battery” para promover os benefícios do produto, função básica e, pode-se dizer, atualmente, banal de qualquer peça publicitária. Porque essas quatro imagens falam muito além do briefing elaborado pelo cliente, cuja principal preocupação é, de praxe, obter share of market.
Na África do Sul, profissionais da DDB e da Energizer parecem ter estabelecido, de certo modo, um vínculo de cumplicidade que derruba barreiras do comodismo e do medo de ir além com esta campanha absolutamente relevante em seu contexto de veiculação, ao contribuir para o despertar de uma consciência humanitária na tenra fase em que o caráter do ser ainda é semente, por isso, precisa ser regado para fortalecer raízes e não crescer com seu vigor comprometido por negligência de pais e educadores.
É incrível, porém, o fato de a grande maioria dos anunciantes e publicitários ainda não ter se apercebido de que para falar bem de si mesmo – ou de um produto, ou de um serviço – nada é mais conveniente, no mundo conturbado em que vivemos, do que simplesmente “falar” o bem. Obviamente, falar ou propagar o bem não é missão que possa se exigir de um trabalho de cunho publicitário, muitos dos quais recebem milhões de dólares ou euros de investimentos com a intenção de defender lideranças de mercado, entretanto, será mesmo que os efeitos desejados continuarão sendo atingidos exclusivamente pelas novidades tecnológicas inventadas, pelo uso de uma linguagem que favorece a inclusão no meio visado, pela piada pronta ou inusitada? Se, ao pensar na resposta para essa questão, os publicitários e anunciantes são tomados por mais dúvidas, é porque o feeling das pessoas mais sensíveis está dando sinais de alerta bem claro de que tudo está mudando muito mais rapidamente do que já mudou em toda da a história da humanidade, motivo pelo qual talvez não haja tempo para pensar muito na resposta, ou seja, é preciso agir.
Agir pelo bem quando uma marca, produto ou serviço acredita que pode “falar” o bem em vez de permanecer no lugar-comum de quem fala bem somente de si mesmo, almejando que sua fala seja reproduzida por formadores de opiniões em grau de abrangência suficiente para que o público-alvo lhe seja receptivo e fiel. "Quem acredita que pode" não pode, neste caso, ter o o "rabo preso".
Duas meninas loirinhas cospem em alguém que passa, lá embaixo, em qualquer rua da África do Sul. Um garotinho loirinho pensa em pintar de vermelho seu pequeno cachorro de estimação que, como ele próprio, precisa de amor e cuidados materiais para viver. Um garoto loirinho coloca em risco sua parceira loirinha em pleno parque de diversão, local no qual estamos acostumados a sonhar com a paz na Terra. E outro garoto loirinho mostra à sua parceira, também loirinha, o pênis que o diferencia da ainda inocência feminina que pode vir a se transformar num complexo de castração em breve. Tanta coisa para pensar com apenas uma rápida leitura de quatro simples peças publicitárias que têm o propósito primário de lembrar ao consumidor que pilhas Energizer não podem faltar nos lares dos moradores da África do Sul. Assim como não pode faltar quem eduque e conscientize as crianças de hoje – não apenas na África do Sul – para que amanhã os adultos não sejam preconceituosos, não sejam maldosos, saibam respeitar o semelhante de qualquer sexo ou preferência sexual e sintam sincero afeto pela natureza e os animais.
Este Grand Prix do Festival de Cannes 2008 é merecedor, com todas as letras, do Grand Prix que lhe foi outorgado. Mais do que isso. Este Grand Prix é fundamental para que os publicitários e os anunciantes nunca deixem a propaganda morrer.
Fonte: Portal da Propaganda
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Ações marcam Centenário da Imigração Japonesa
As mais de três décadas de imigração japonesa ocorrida na primeira metade do século passado no Brasil foram responsáveis pela formação da maior comunidade nipônica fora do seu país de origem. Foram cerca de 180 mil pessoas que vieram ao País a partir da chegada do navio Kasato Maru, no dia 18 de junho de 1908, que deram origem a uma população de 1,5 milhão de descendentes. E essa dimensão e importância que o povo oriental alcançou entre os brasileiros atraem a atenção dos anunciantes, que aproveitam as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil para realizarem diversas ações de marketing ao longo deste ano para atingir esse público.Entre as empresas interessadas, o envolvimento do setor bancário com a data é um dos destaques. As instituições financeiras estão envolvidas em divulgação de anúncios publicitários, apoios em obras literárias e cinematográficas, exposições, construção de páginas na internet e eventos - como a comemoração oficial para a data que ocorre em São Paulo nesta semana com a presença do presidente Luíz Inácio Lula da Silva e o príncipe herdeiro Naruhito, representante da família imperial japonesa.
"Nesse ano intensificamos nossas ações devido ao Centenário buscando impactar o público da comunidade nipo-brasileira onde quer que ele esteja e sensibilizar o público brasileiro para a importância que esse legado representa para nós brasileiros em 100 anos de convivência", comenta Milton Toshio Nakamura, superintendente executivo de comunidade e remessas do Banco Real. As iniciativas da companhia têm como tema principal a herança e o compartilhamento de valores entre todas as gerações, e tem como destaque um site com toda a história da presença japonesa no País e ações comemorativas realizadas, e a exposição "O Japão em cada um de nós", inaugurada há um mês no Espaço de Exposições da empresa, em São Paulo.
Entre as ações do Bradesco, está uma campanha publicitária criada pela Y&R em diversos meios de comunicação com o mote '100 anos de imigração japonesa. O Bradesco faz parte dessa história'. A instituição financeira também é a principal patrocinadora do evento oficial em São Paulo e do projeto de revitalização e restauração do bairro Liberdade, na capital paulista. A estratégia do banco envolve ainda uma página online sobre a data, fórum de debate, homenagens e a exposição 'O Japão Daqui', que ocorre no Museu da Língua Portuguesa e em mais três estações do metrô paulistano. E a relação do banco com a comunidade japonesa já ocorre há alguns anos, onde mantém uma parceria exclusiva com o Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ para atender os brasileiros que moram no Japão (os chamados dekasseguis).
Já o Banco Nossa Caixa investe mais de R$ 2,5 milhões em suas iniciativas que tiveram início há um ano com a produção de uma série de documentários sobre as tradições japonesas e a história da imigração. Os cinco filmes - dirigidos por Chico Guariba e produzidos pela ONG Ecofalante - têm duração de 24 minutos cada e serão lançados na TV e em DVD no final deste ano. No começo deste ano, o banco iniciou a divulgação de uma campanha publicitária criada pela Adag que traz o depoimento real de descendentes que trabalham em diversas áreas do mercado e que são clientes da empresa. "São ações que refletem a importância da colônia japonesa e sua participação no desenvolvimento cultural e social no País", diz Roberto Verzegnassi, gerente de marketing da Nossa Caixa. A empresa participa ainda da criação do Museu de Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe, e promoveu uma homenagem à colônia japonesa com a exposição 'Japão - um perto distante', realizada no Espaço Nossa Caixa Arte e Cultura no início deste ano.
Evento oficial tem investimento de R$ 10 milhõesO principal evento comemorativo ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil ocorre em São Paulo com uma expectativa de receber em torno de 200 mil pessoas em dez dias de programação diversificada - que tiveram início na última sexta-feira, 13, e vão até o próximo domingo, 22. O ponto alto será a cerimônia oficial que ocorre no Sambódromo que contará com apresentações compostas por cerca de 15 mil figurantes, e que terá as presenças do príncipe herdeiro Naruhito, representante da família imperial japonesa, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador José Serra, do prefeito Gilberto Kassab, e mais 400 autoridades.
Na programação - que envolve todo o complexo do Anhembi, como o Palácio das Convenções e o Auditório Elis Regina - estão previstas palestras, workshops, solenidades e shows. Ao todo, a iniciativa contou com um investimento de cerca de R$ 10 milhões (boa parte incentivada pela Lei Rouanet), sendo R$ 3 milhões inseridos pelo banco Bradesco - principal patrocinador do evento. "Quem for ao Anhembi encontrará o local com outra cara, pois mudamos totalmente as características do lugar para receber essas festividades", afirma Kito Mansano, presidente da Rock Comunicações - agência que ganhou a concorrência há dois anos para ser a responsável pela organização do evento e que montou uma equipe com 50 pessoas para trabalhar exclusivamente para cuidar dos detalhes do encontro.
Além do patrocínio máster da instituição financeira, o evento comercializou ainda cotas de apoio que variam de R$ 100 mil a R$ 500 mil, que foram adquiridas por grandes empresas do mercado como Honda, Vale, Banco do Brasil, NEC, Sakura e Sanrio. As festividades para a data conta ainda com o apoio da SPTuris, Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Fonte: Meio e Mensagem
Festival de Cannes: Brasil soma 1 Ouro, 12 Pratas e 24 Bronzes
Anunciados os resultados de oito das dez áreas do Festival de Cannes, o Brasil acumula 1 Leão de Ouro, 12 de Prata e 24 de Bronze.A área de melhor performance para o Brasil até agora foi a de Press, com 1 Ouro, 6 Pratas e 7 Bronzes (veja aqui). O País também foi bem em Outdoor, com 2 Pratas e 3 Bronzes (veja aqui).
A maior decepção até aqui foi a performance ruim no Cyber Lions, com 2 Pratas e 5 Bronzes (veja aqui). Na estreante Design Lions, foram 2 Pratas e 1 Bronze (veja aqui).
Além disso, as agências do país faturaram 4 Bronzes em Radio (aqui); 3 em Promo (aqui) e 1 em Media (aqui). No Direct Lions, o Brasil saiu de mãos abanando (veja aqui).
A agência brasileira mais premiada até agora é a AlmapBBDO, com 1 Ouro, 5 Pratas e 5 Bronzes. Também se destacaram a F/Nazca S&S, com 1 Prata e 2 Bronzes; a Lew'Lara\TBWA, com 3 Bronzes; e a JWT e a Y&R, com 1 Prata e 1 Bronze cada.
Na seqüência aparecem, com dois Bronzes cada, a Bullet, a Leo Burnett e a McCann Erickson. Com uma Prata cada estão Agência3, Euro RSCG, Gringo e Indústria Nacional & Diálogo Design.
Já garantiram ao menos um Bronze a AgênciaClick, a FabraQuinteiro, a Fischer América, a SantaClaraNitro, a Sinc e a Wunderman.
As próximas - e pequenas - chances de prêmios para o Brasil são as áreas de Film e Titanium, que divulgam seus resultados oficiais no sábado, 21.
Fonte: Meio e Mensagem
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